Calgaro Advogados Associados - OAB/SC 3420

INFORMATIVOS



Entenda os motivos para não confiar no simulador de aposentadorias do INSS

Erros obrigam o segurado a trabalhar por mais tempo e geram benefícios mais baixos
25/10/2022

A tecnologia tem oferecido um universo de facilidades na palma da nossa mão que nos ajuda realizar várias tarefas com extrema praticidade e rapidez. Tratando-se de aposentadorias, o Portal MeuINSS passou a disponibilizar aos segurados uma calculadora virtual que permite a eles verem o tempo de contribuição e, quando poderá se aposentar. No entanto, o que tem se percebido, na prática, é que essa calculadora tem realizado vários cálculos com erros levando as pessoas a trabalhar mais tempo que o necessário para se aposentar e ou, ainda, a receberem aposentadorias de menor valor.
“Como a vida previdenciária de cada segurado é algo muito particular, comportando diversas situações que não se aplicam forma igual de uma pessoa para outra, a fórmula criada pela Previdência Social acaba trazendo prejuízo a quem utiliza de calculadora que não identifica situações que podem antecipar a aposentadoria e que geram benefícios de maior valor”, explica o advogado previdenciarista Carlos Alberto Calgaro.

Confira os principais motivos que não tornam confiável o simulador de aposentadoria do INSS (instituto Nacional do Seguro Social):

• Não verifica condições para aposentadoria especial;
• Não identifica se tem requisitos da aposentadoria de PCD (pessoa com alguma deficiência);
• Desconsidera contribuições que estejam com algum indicativo de pendência no seu CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais);
• Não tem reconhecido tempo de trabalho para regime próprio, como é o caso de funcionários públicos, militares e outros, o simulador não considera este período;
• Não soma o período com contribuição em duplicidade. É o exemplo de pessoas que trabalham ou trabalharam em dois lugares com carteira assinada;
• Não soma tempo de trabalho rural;
• Não reconhece tempo de aluno-aprendiz;
• Não reconhece tempo de seminarista;
• Não reconhece tempo de serviço militar;
• Não simula conversão de tempo especial em tempo comum;
• Não identifica vínculos de emprego reconhecido em processo trabalhista;
• Não informa a possibilidade de realizar contribuições em atraso;
• Não considera as suas futuras contribuições; e,
• Não diz qual é o valor da aposentadoria futura.

O advogado fala da importância do planejamento previdenciário, que é uma ferramenta importante para informar qual o melhor momento para requerer a aposentadoria. “Para fazer esta análise, deve-se verificar todas as particularidades, como histórico de trabalho, vínculos de emprego, contribuições previdenciárias, tempo que possa ser compensado, possibilidade de receber mais de uma aposentadoria, quais regras se aplicam melhor ao caso dentre outros aspectos importantes para o benefício”, diz.

Deixar o cálculo da aposentadoria por conta do simulador do INSS é renunciar à possibilidade de se aposentar antes e de receber um benefício de maior valor. Assim, sempre que precisar de orientações sobre aposentadorias ou benefícios do INSS, recomenda-se consultar um profissional com especialidade na área previdenciária.

Fonte: Andrieli Trindade - Jornalista /Calgaro Advogados Associados - OAB-SC 3420 / contato@calgaro.adv.br


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